O velho corredor polido
Reflete cada passo do monge
Que continua a poli-lo
Como quem lava um oceano
Se a velha madeira o reflete
Como pode o sentar
Não torná-lo buda?
17 de jun. de 2012
7 de jun. de 2012
Ondando
E no meio do meio do mar
Sem bússola ou estrelas
Nem capitão para o guiar
Um velho barco a velas a navegar
Seguindo o rumo sem rumo
Das ondas e do ar
Escravo de ventos e correntezas
Livre para ir sem se preocupar
Certo de que há no fim de aportar
Ele goza da viagem suas belezas
Alimentado pela força do Sol
E tomando a Lua por poesia,
Embalado pela invisível maresia,
O velho barco segue pelo infinito só
Quantos portos ainda há de visitar?
Quantas tempestades suportará?
Até onde o Oceano o carregará?
E, lá, o que há para se encontrar?
No meio do meio do mar
Seguindo rumo sem rumo
O velho barco a velas
Pra sempre a navegar
Sem bússola ou estrelas
Nem capitão para o guiar
Um velho barco a velas a navegar
Seguindo o rumo sem rumo
Das ondas e do ar
Escravo de ventos e correntezas
Livre para ir sem se preocupar
Certo de que há no fim de aportar
Ele goza da viagem suas belezas
Alimentado pela força do Sol
E tomando a Lua por poesia,
Embalado pela invisível maresia,
O velho barco segue pelo infinito só
Quantos portos ainda há de visitar?
Quantas tempestades suportará?
Até onde o Oceano o carregará?
E, lá, o que há para se encontrar?
No meio do meio do mar
Seguindo rumo sem rumo
O velho barco a velas
Pra sempre a navegar
5 de jun. de 2012
Au au!
"Oi!" e um sorriso.
Entre latidos,
Meu coração explode.
Entre latidos,
Meu coração explode.
Fio
Às vezes sinto-lhe aqui,
Outras vezes sinto-me ali
Na outra extremidade
E na outra extremidade
O que é que há?
Há de haver
Algum objeto direto
Quiçá pronome pessoal
Do caso reto (ou oblíquo),
Algum complemento
Dessa ação sem fim.
Há de haver
Sujeito ainda oculto
Desconhecido e perdido,
Subordinado por
Avalanches de orações incoesas
Entre períodos nada coerentes.
Há de haver
O pleonasmo perfeito,
Um delicado eufemismo:
Aquela metáfora faltante
Pra essa linguagem desfigurada.
Há de haver
O que quer que haja,
Desde que havendo
Eu possa perceber, ao lhe ver,
Que há apenas você.
Há de haver
Fim pra este emaranhado
Cujo começo desconheço
Cujo fim também desconheço
Mas acredito que
Há de haver
(E há de ser você.)
Outras vezes sinto-me ali
Na outra extremidade
E na outra extremidade
O que é que há?
Há de haver
Algum objeto direto
Quiçá pronome pessoal
Do caso reto (ou oblíquo),
Algum complemento
Dessa ação sem fim.
Há de haver
Sujeito ainda oculto
Desconhecido e perdido,
Subordinado por
Avalanches de orações incoesas
Entre períodos nada coerentes.
Há de haver
O pleonasmo perfeito,
Um delicado eufemismo:
Aquela metáfora faltante
Pra essa linguagem desfigurada.
Há de haver
O que quer que haja,
Desde que havendo
Eu possa perceber, ao lhe ver,
Que há apenas você.
Há de haver
Fim pra este emaranhado
Cujo começo desconheço
Cujo fim também desconheço
Mas acredito que
Há de haver
(E há de ser você.)
29 de mai. de 2012
不眠症のおしゃべり
夜中に
書いた
君への
和歌を
誰でも
読めん
全部心から
書いていた
だけど僕は
言葉に全然
上手くない
いつか君に詠ってまたい
君は僕の和歌が分かるか
君は和歌が好きだろうか
君は僕のことを考えるか
夜中に
書いた
君への
和歌だ
書いた
君への
和歌を
誰でも
読めん
全部心から
書いていた
だけど僕は
言葉に全然
上手くない
いつか君に詠ってまたい
君は僕の和歌が分かるか
君は和歌が好きだろうか
君は僕のことを考えるか
夜中に
書いた
君への
和歌だ
Nuvens
Vazias
Palavras ecoam
No sem-fim do peito
Distantes ecos
Daquele outrora eterno,
Resplandecente apego
Resquícios,
Esquecidos retalhos,
Mal-remendados pelo tempo
Abandonados,
Mastigados e desfigurados,
Manchados e desfiados pelo vento.
Vazias,
Palavras ecoam
No sem-fim do peito
Palavras ecoam
No sem-fim do peito
Distantes ecos
Daquele outrora eterno,
Resplandecente apego
Resquícios,
Esquecidos retalhos,
Mal-remendados pelo tempo
Abandonados,
Mastigados e desfigurados,
Manchados e desfiados pelo vento.
Vazias,
Palavras ecoam
No sem-fim do peito
9 de mai. de 2012
Abbandono
E se vuoi andare via
Cosa posso Io fare,
Altro che lasciarti partire;
Come la roccia
Che riceve senza paura
Il vento freddo di matina
E gli permette di soffiare via
Portando piccoli pezzi di lei
Ti lascio partire,
Come i innumerevoli granelli di sabbia in spiaggia,
Che abbracciano le onde erranti
come fossero baci passionati
Solo per lasciarle scorrere via
Dopo due o tre secondi di amore eterno
Ed lasciarsi essere trascinato,
Dragato ed sparso da loro
Fino ogni parti del mondo.
Si, ti lascio partire,
Come il cielo di Primavera
Lascia fluire le nuvole delicati
Che svaniscono da soli
Senza lasciare traccia
Nel blu infiniti.
Ti lascio partire,
Perché lo so che sempre sarai
Parte di me.
Ti lascio partire,
Perché lo so che sempre sarò
Parte di te.
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