26 de mar. de 2014
Em breve.
Estavam Deus e seu filho esperando o eterno
Choques galácticos, expansões cósmicas, luz
Em todos os momentos, ausentes de sentidos,
Senhores do tempo, comandavam o início e o fim
Chama o Pai "Ó meu Filho cheio de amor fraterno
Venha observar o que o céu infinito reluz"
Responde o Filho altivo tal qual Deus de estudos
"Cá Estou senhor Pai eterno, que desejas de mim?"
"De toda criação há algo que lhe escondi
No tempo eterno e imortal que temos
Tudo é tão rápido que até nós perdemos
Momentos de beleza e tristeza sutis
Em breve minha maior criação surgirá
Tão breve enfim ela irá desabar
Mas mesmo tão curta ela sim haverá
De me dar tanto orgulho de tudo criar
Pois tudo, até agora
É momento de outrora
É reflexo da aurora
Do que está por vir
A partir deste instante
Nada é mais importante
Nada mais significante
Do que vem no horizonte
um segundo só
um momento
e todo um sentimento se faz presente
uma vida só
um ente
e toda eternidade lhe será presente".
E disse Deus:
"Faça-se a música!"
E fez-se deus.
G. T. Ramos (2014)
13 de mar. de 2014
Razão de existir....
Desde sempre tenho uma paixão tremenda pela música, ou achava que tinha. Há poucos anos tenho me dedicado cada vez mais à música e a seu estudo. Ouvindo peças cada vez mais complexas e formosas, tentando disseca-las mentalmente, buscando o caminho para a música perfeita.
Comecemos pelo meu maior ídolo da música erudita, Ludwig van Beethoven. O conheci, formalmente, através de sua obra "Ode an die Freude" da sua nona sinfonia, que cantarolava sem saber que era. Quando estudando sua obra, percebi toda sua beleza , passei da "nona" (majestosa e sempre a maior) para a quinta sinfonia "Do Destino" e seus "tan, tan, tan, taaaaan" (como ela é continuamente lembrada...) e depois para seus concertos para piano, especialmente o Adagio do n. 5 "imperador" e sua sonoridade romântica, sua dor escondida. Contudo, depois de todo esse trajeto ainda estava para conhecer a sexta sinfonia e ter quase um ataque cardíaco com sua beleza, especialmente os 2 primeiros movimentos, ambos curtos, mas perfeitos. Ouçam e sintam o que digo:
Como sempre, somos surpreendidos pelo tempo...
Apaixonado pela obra de Chaplin, no cinema, e seu maltrapilho "vagabundo", comecei a conhecer outra face do grande Charles Spencer Chaplin: sua música. Além de grande conhecedor de música, Chaplin também era exímio compositor. Seu "Smile" até hoje é lembrado como uma das maiores composições de todos os tempos. Contudo, devo lembrar de outras duas melodias, mais belas e mais complexas que "Smile":
Uma foi tema de "Limelight (1952)":
Outra foi tema de seu último filme - estrelado por Marlon Brandon e Sophia Loren - "A Countess from Hong Kong", o nome da canção é "This is My Song":
Essa última em especial, me escapou durante tanto tempo que, ao ouvi-la, senti-me no céu dançando pelas nuvens. Que bela, que simples.
Tenho muitos outros exemplos de belas músicas já realizadas: Dvorak e sua sinfonia do novo mundo (segundo movimento é o mais conhecido), Brahms e sua formalidade na Dança Húngara n. 5 (usada por chaplin no filme "O grande ditador"), Claude-Michel Schönberg e seu "Les Miserables", Andrew Lloyd Weber e seu "Fantasma da Ópera", entre outros vários compositores.
Devo citar com maior ênfase mais dois músicos antes de chegar ao objetivo deste texto, eles são Heitor Villa-Lobos e Wolfgang Amadeus Mozart.
O primeiro, de longe, na minha humilde opinião, foi o maior compositor brasileiro de todos os tempos (bem melhor que "rei" global, que, convenhamos, não compôs metade do que diz ter feito). A obra que destaco é pouco conhecida dos brasileiros e é tão bela que ofende saber que seu próprio povo não lhe dê o devido valor: são suas "Bachianas", em especial as de número 2 (conhecida pelo trecho que simula um trem) e 5 (conhecida pela sua cantileña):
OBS: o "trenzinho do caipira" começa 17:40
obra completa
essa versão permite ouvir melhor o som dos "8" Cellos
O segundo, Mozart, é considerado por muitos um dos melhores de todos os tempos. Vou deixar que este Adagio fale por mim:
e também a inacabada lacrimosa do Requiem em D menor:
Pelo poucos exemplos que dei, deixei claro que se tratavam de pessoas com extraordinário senso musical e que seus talentos são e, espero, para sempre serão lembrados. Entretanto, todos possuem uma obra vasta e conhecida de um bom público, todos são razoavelmente fáceis de tropeçar durante nossa curta vida nesta terra, mas existem outros, tão bons quanto esses gênios que nos aparecem se o acaso e a fortuna nos permitem.
A poucos dias conheci um autor cuja obra me derrubou. Parei o que estava fazendo e ouvi, apenas ouvi. Não sou de chorar. Se me machuco se sofro de algum mal físico ou mental, não choro, mas a música... ah a música me faz chorar... e "Adios Nonino" de Astor Piazzolla me fez chorar como eu nem me lembrava mais. Essa obra me fez pensar que às vezes, não é uma quantidade gigantesca de textos, músicas, pinturas de qualidade que nos faz eternos, às vezes basta uma.
A "Gimnopedie" 1 de Erik Satie, bastou para ele ser lembrado. Sua melodia já adaptada para diversos conjuntos sinfônicos, até hoje (tema de novela global) nos faz sentir sua imortalidade.
"Adios Nonino", não foi a única composição de Piazzolla, mas bastou esta para que seja ele eternamente lembrado. Beethoven continuaria eterno se sua única obra fosse a sexta sinfonia que citei? e Mozart? e Villa-Lobos? sou grato a todos eles que viveram neste mundo antes de nós e que tornaram este um lugar melhor, pelo menos pros ouvidos e corações. Com vocês O Tango que motivou todo este texto com o próprio Piazzolla tocando.
Obrigado Piazzolla.
9 de mar. de 2014
Música do futuro.
8 de mar. de 2014
Silábico
ta de te de ti
to de ti de tu
te de tu de to
ti de ta de te
tudo de todos de tarde
tarde de tempos de ti
todos de timbre de tudo
tempos de tudo de todos
time de tardes de tempos
ta te ti to tu
tarde tensa, time torto turvo
se não fizer sentido... leia de novo.
se ainda não fizer...
GTR
4 de mar. de 2014
Às vezes...
Será que ele sabia a m.... que ele tava fazendo... deve ter morrido olhando pro relógio, tentando entender por que o 'maledeto' demorava tanto pra passar.... (tipo eu agora...)
Eu me pergunto quem foi o maluco que pensou que dinheiro fosse algo legal pra se inventar.
Pelo menos por culpa dele eu posso jogar MONOPOLY... eu e as .... 2 ou 3 corporações, no máximo, que nos regem....
Eu também me pergunto se FUTEBOL, CARNAVAL e FUNK podem ser mais corrompidos....
Como sou surpreendido...
O samba e o carnaval foram corrompidos pela prisão do sambódromo e da mesmice de tal forma que Villa-lobos e Adoniram Barbosa devem se contorcer de indignação no túmulo...
O Futebol mata mais que o PCC... ou será que devo somar estas mortes como as outras do PCC...
E o FUNK.... ah o FUNK... deixa quieto.... já era! Agora a merda tá feita.
FELIZ CARNAVAL 2014...
Tudo menos "BIanco"...
Pra não passar em branco, envio minhas lembranças do outro lado do mundo do meu "Ermão" (que ficou tão estressado com estas bandas que foi o mais longe que podia... se tentasse ir mais distante ainda, ficava é mais perto...)
Sem mais espera e parafraseando Chico Buarque:
" Meu caro 'Ermão' me perdoe por favor
Se não lhe faço uma visita (...)
Mas como agora lembrei do computador
Mando notícias nestas linhas
Aqui na terra tão jogando FUTEBOL
Tem muito SAMBA, muito ROUBO e BATIDÃO
Uns dia FUNK, noutros dias BBBestol (...)
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra enganar a INFLAÇÃO
Que a gente vai levando com REFIS e com a CAIXA
Sangrando até não dar e a PETROBRAS sair de graça
Ninguém aguenta ENGANAÇÃO"
Parece que a tradução moderna vem bem pra esse momento 'interessANTA' que a terra de Cabral passa...
FELIZ CARNAVAL 2014
15 de set. de 2013
A Criação
"Faça-se a música"
E fez-se DEUS
19 de jan. de 2013
Tempo
Meu eu de ontem disse pra mim
22 de set. de 2012
Amanhã, amanhecerá
Pois tudo que eu quis dizer, tudo que eu quis fazer
Amanhecerá o dia mais feliz
De tudo que eu quis dizer, de tudo que eu quis fazer
Eu fiz
E amanhã será um dia mais feliz
Pois tudo que me afligiu, tudo que me distraiu
Amanhecerá o dia mais feliz
E dele não vou escapar e junto eu vou gritar
Amanhã será sempre o dia mais feliz
Não acha?"
Todo dia pode ser e sempre será o dia mais feliz. Então cante, dance, grite. Este sempre será o único dia que você terá. O amanhã, amanhecerá.
Saudades bro, "smile" 'kay!
10 de jan. de 2011
O PLANO de viagem.
Estranho modo dizer
Quem se é, quem não se foi
Espero um dia entender
As leis que barram meu olhar
Que não nos deixam avançar
Ouço tudo ao meu redor
Analiso cada gesto
Experimento cada olhar
Presto atenção em cada mente
Moldo emoções, inconscientes
Quem sabe um dia hei de saber
Qual o passo certo a se tomar
Qual trilha leva à terra boa
Qual delas leva a meu lugar.
Meu eu todo seu.
Espero que ame; quando eu chegar tarde à noite próximo a seus ouvidos e disser “te amo”.
Espero que me perdoe; por cantar tão triste todo sentimento que me traz a sua falta.
Espero que agüente; minha “encheção”, minha “chateação”, minha solidão.
Espero que aceite; minha humilde felicidade ao ver seu sorriso dizendo “oi” para mim.
Somos todos humanos: imperfeitos
Somos feitos de falhas e retalhos
Somos parcelas de um todo maior
Mas ainda assim, existe sempre outro alguém
Que nos faz falta além do normal
Uma presença fatal, se por muito tempo.
A morte, se ausente pra sempre.
Se puder me escutar, perdão
Sou tão simples amante
Que nem sei cantar
Nem consigo falar
"Mas o que eu não faço por você!!!"
6 de jan. de 2011
Inventor
27 de dez. de 2010
Tudo que se sabe dizer
8 de jun. de 2010
C.J. 1 Parte 1: O plano Geral
“Maldita máquina” Gritou Steve Coulanges pela quinta vez consecutiva no dia. A tal maldita máquina não lhe deu resposta – evidentemente. Era a milésima vez que tentava fazer a máquina – cruelmente tratada e difamada – funcionar.
O mini-robô-passa-roupas (MRPR – modelo X300) – comprado pelo mesmo motivo que os outros objetos tecnologicamente novos de Steve, ou seja, para enquadrar Coulanges na “Cidade” – não tinha culpa.
“Dessa vez eu consigo”disse Coulanges como dissera incontáveis vezes “Não tem como dar errado”reforçou o pensamento – tentando convencer a si mesmo que conseguiria o que de fato jamais conseguiu.
Já na primeira semana: “maldita máquina”disse Steve quando o MRPR X300 queimou uma de suas camisas preferidas. “De novo?”questionou Steve ao ser eletrônico sem mente quando este queimou uma segunda camisa.
Na segunda semana, já cansado da máquina, dava tapas e pontapés, transtornando-se cada vez mais com sua incapacidade. Desta vez estava atrasado para o trabalho – pois teve de ficar passando sua camisa em lugar do MRPR X300.
Já fora de casa – um buraco simples no setor leste subterrâneo da “Cidade” – ele se dirige a um dos “caminhos de raios” próximos, no sentido “TPQDP II”, próximo ao seu local de trabalho: A “Grande Biblioteca” – que nada mais era do que um micro prédio de 90m de altura ao lado do Dikasterion Central – prédio judicial central da cidade (um edifício de míseros 230m de altura).
De toda a cidade, apenas o setor leste mantinha aquilo que se convencionou chamar subterrâneo. Todos os outros setores mantinham um diferencial de pelo menos 100m de altura em relação a ele. Fato muito aceito, apesar de negado pelas altas instâncias do governo, é o de que, de todos os setores, os que mais destacavam eram os mais altos em relação ao Leste (o que é paradoxal e levanta a questão de qual é o mais importante ou visado, mas isso sempre foi pouco pensado pelos cidadãos – mesmo nos tempos antigos, na era de metal).
Por culpa dessa variação de altitude na “Cidade”, o melhor meio de transporte surgido foi o Caminho de Raios. Era uma linha metálica desenhada por toda a cidade, com muitas curvas e desníveis, às vezes por baixo, às vezes por cima, por onde uma trilha de raios se deslocava e, deslocando-se, permitiam a movimentação de dezenas de carros unitários com vários destinos diferentes, acionados por um toque do “PHANTOM” de cada um – e é claro, Steve Coulanges não tinha um...
1 de mai. de 2010
C.J. 1 - Introdução
Steve Coulanges era um perdido... Estava num mundo que não compreendia. Tentava se adaptar às novas tecnologias, procurava sempre desvendar os segredos do tal "mundo novo" - título de um livro bem antigo que lera.
Diz-se ser comum uma pessoa idosa não se dar bem com novas idéias, quanto mais tecnologias, contudo, Coulanges não era um velho, nem perto disso. Steve era um rapazote de 19 de anos, extremamente competente e talentoso. Sempre disse para sí mesmo que seria, um dia, um dos maiores especialistas em tecnologia do mundo - só que isso era promessa velha, fazia-a desde os 12 anos, quando tudo começou.
"Desta vez eu vou me adaptar" Repetiu, no dia em que comprou o tal "maldito" robô, a mesma frase que dizia desde que chegou à "Cidade" há dez anos."Eu não entendo" outra das frases comumente ditas horas depois...
O engraçado é que Steve, e ele não sabia, seria um dia muito do que um dia sonhou, entretanto, os sonhos que seriam atingidos eram mais antigos, tão antigos que Coulanges nem lembrava. Esperanças que dividia com seu pai, um pai que há 10 anos não via e cujas ações foram decisivas para este futuro...