Um velho buda
Recriando budas
Com seus pincéis
E sua tinta de carvão
Trabalhando em sua solidão
Com toda a grande Terra
E os seres sencientes
Sob a estrela da manhã
Um velho buda
E a tinta de carvão
17 de jun. de 2012
Do alto do templo
Do alto do templo
Um casal de corvos discutia
Mas apenas um falava
(Será que era a fêmea?)
Um velho monge passa
Carregando uma garrafa de chá,
Um sorriso e um bom dia.
Um casal de corvos discutia
Mas apenas um falava
(Será que era a fêmea?)
Um velho monge passa
Carregando uma garrafa de chá,
Um sorriso e um bom dia.
Nehan
No goal
No finish line
How can there
Be a winner?
And how can there
Be a loser?
No finish line
How can there
Be a winner?
And how can there
Be a loser?
O velho corredor
O velho corredor polido
Reflete cada passo do monge
Que continua a poli-lo
Como quem lava um oceano
Se a velha madeira o reflete
Como pode o sentar
Não torná-lo buda?
Reflete cada passo do monge
Que continua a poli-lo
Como quem lava um oceano
Se a velha madeira o reflete
Como pode o sentar
Não torná-lo buda?
7 de jun. de 2012
Ondando
E no meio do meio do mar
Sem bússola ou estrelas
Nem capitão para o guiar
Um velho barco a velas a navegar
Seguindo o rumo sem rumo
Das ondas e do ar
Escravo de ventos e correntezas
Livre para ir sem se preocupar
Certo de que há no fim de aportar
Ele goza da viagem suas belezas
Alimentado pela força do Sol
E tomando a Lua por poesia,
Embalado pela invisível maresia,
O velho barco segue pelo infinito só
Quantos portos ainda há de visitar?
Quantas tempestades suportará?
Até onde o Oceano o carregará?
E, lá, o que há para se encontrar?
No meio do meio do mar
Seguindo rumo sem rumo
O velho barco a velas
Pra sempre a navegar
Sem bússola ou estrelas
Nem capitão para o guiar
Um velho barco a velas a navegar
Seguindo o rumo sem rumo
Das ondas e do ar
Escravo de ventos e correntezas
Livre para ir sem se preocupar
Certo de que há no fim de aportar
Ele goza da viagem suas belezas
Alimentado pela força do Sol
E tomando a Lua por poesia,
Embalado pela invisível maresia,
O velho barco segue pelo infinito só
Quantos portos ainda há de visitar?
Quantas tempestades suportará?
Até onde o Oceano o carregará?
E, lá, o que há para se encontrar?
No meio do meio do mar
Seguindo rumo sem rumo
O velho barco a velas
Pra sempre a navegar
5 de jun. de 2012
Au au!
"Oi!" e um sorriso.
Entre latidos,
Meu coração explode.
Entre latidos,
Meu coração explode.
Fio
Às vezes sinto-lhe aqui,
Outras vezes sinto-me ali
Na outra extremidade
E na outra extremidade
O que é que há?
Há de haver
Algum objeto direto
Quiçá pronome pessoal
Do caso reto (ou oblíquo),
Algum complemento
Dessa ação sem fim.
Há de haver
Sujeito ainda oculto
Desconhecido e perdido,
Subordinado por
Avalanches de orações incoesas
Entre períodos nada coerentes.
Há de haver
O pleonasmo perfeito,
Um delicado eufemismo:
Aquela metáfora faltante
Pra essa linguagem desfigurada.
Há de haver
O que quer que haja,
Desde que havendo
Eu possa perceber, ao lhe ver,
Que há apenas você.
Há de haver
Fim pra este emaranhado
Cujo começo desconheço
Cujo fim também desconheço
Mas acredito que
Há de haver
(E há de ser você.)
Outras vezes sinto-me ali
Na outra extremidade
E na outra extremidade
O que é que há?
Há de haver
Algum objeto direto
Quiçá pronome pessoal
Do caso reto (ou oblíquo),
Algum complemento
Dessa ação sem fim.
Há de haver
Sujeito ainda oculto
Desconhecido e perdido,
Subordinado por
Avalanches de orações incoesas
Entre períodos nada coerentes.
Há de haver
O pleonasmo perfeito,
Um delicado eufemismo:
Aquela metáfora faltante
Pra essa linguagem desfigurada.
Há de haver
O que quer que haja,
Desde que havendo
Eu possa perceber, ao lhe ver,
Que há apenas você.
Há de haver
Fim pra este emaranhado
Cujo começo desconheço
Cujo fim também desconheço
Mas acredito que
Há de haver
(E há de ser você.)
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