青空よ
わたしを聞くな
我の声は
こころと同じ
バカすぎるから
青空よ
雲が好きなの?
最近は
ずっと灰色
ずっと曇りだ
嗚、夜空!
真っ黒い夜
月や星
全然見えぬ
今夜の空に
この空は
我の空虚が
遠くまで
広がっている
宇宙の果てへ
14 de jul. de 2012
Num pulo
Foi naquele sonho
Que você aparecera
E sorrira-me
O teu mais lindo sorriso
O nosso mais lindo beijo
Que você aparecera
E sorrira-me
O teu mais lindo sorriso
O nosso mais lindo beijo
13 de jul. de 2012
No varal
Abandonadas
Sob a chuva de verão
As velhas roupas
Sob a chuva de verão
As velhas roupas
8 de jul. de 2012
20 de jun. de 2012
Subliminally
Subliminally
You pour your heart out
Word by word
Sentence by sentence
Like a shy cloud
That without much ado
Rains itself all over a dry land
Expecting to be absorbed
Expecting to be understood
But above all expectations
Just being a cloud
Showering down
Desertly,
I capture the unsaid words
With the wisdom of a fool
And an overbuilt caution
Like the cat who walks surreptiously
Over an offering of cold milk
In a hot summer day
Uncertain what to do next
Afraid to take a step forward
And be caught and captured
Just a cat being a cat
Sensitive and scared
Subliminally,
Those three little wordily devils
Float around jokingly
Laughing out loud at the puzzled me
Desertly,
I let myself be washed down
Maybe when Spring comes
New flowers will blossom
You pour your heart out
Word by word
Sentence by sentence
Like a shy cloud
That without much ado
Rains itself all over a dry land
Expecting to be absorbed
Expecting to be understood
But above all expectations
Just being a cloud
Showering down
Desertly,
I capture the unsaid words
With the wisdom of a fool
And an overbuilt caution
Like the cat who walks surreptiously
Over an offering of cold milk
In a hot summer day
Uncertain what to do next
Afraid to take a step forward
And be caught and captured
Just a cat being a cat
Sensitive and scared
Subliminally,
Those three little wordily devils
Float around jokingly
Laughing out loud at the puzzled me
Desertly,
I let myself be washed down
Maybe when Spring comes
New flowers will blossom
18 de jun. de 2012
O químico
Subindo e descendo as barreiras
Passando por túneis quânticos
O químico segue adiante
Cruzando impetuosamente os complexos
Transientes estados de incerteza
Para onde o levarão?
O caminho pode ser irreversível
E ainda que desconhecendo o fim
Adiante ele caminha
Perfazendo seu mecanismo
Concertando-se aos demais
Que, como ele, viajam
Navegando perdidos na solução
Diluindo-se e deixando-se levar por
Pontes eletrostáticas
Perdendo-se, de polo a polo,
Em solventes braços.
Ora na garupa catalisadora
Outrora pegando as ondas
Que o iluminam com seus fótons
No paradoxo dualista da Natureza
Ele recebe a energia
Para adiante prosseguir
Por cada passo intermediário
Até atingir, no fim, um dia
O dinâmico equílibrio.
--
Subindo e descendo as barreiras
O químico segue adiante
Na montanha-russa da vida
Cujo fim é apenas um mínimo local
Apenas mais um começo
Um começo cujo fim
Será sempre outro começo
Pois se nada se cria,
Como pode haver fim absoluto?
E, nessa transformação eterna,
Só há a ação do transformar
Que um dia fará desse químico
Alguma outra molécula mais
A viajar pelo tempo-espaço
Criando e recriando o universo inteiro
Que sempre esteve e estará bem ali
Naquele químico
Que insiste em seguir adiante.
Que insiste em seguir adiante.
17 de jun. de 2012
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